"Muitos Profissionais querem regressar ao país natal procurando desafios na reabilitação urbana"

5 de Fevereiro de 2016

O Market Survey  realizado pela Msearch procurou fazer uma análise cuidada dos setores onde atuamos, de modo a fazer a sua caracterização. No que toca ao setor da construção as funções mais procuradas são as de Diretores de Obra, Project Managers, Encarregados de Obra e Desenhadores Projetistas. 

Quais as competências que os empregadores mais valorizam? 

Competências técnicas ao nível de engenharia civil, mas sempre acompanhadas por elevada experiência prática operacional, preferencialmente em obras de referência e por empresas reconhecidas no mercado. A capacidade de adaptação a culturas diferentes, a metodologias de trabalho distintas e a polivalência operacional em campo, completam os requisitos frequentemente indicados pelo empregador. De referir que o conhecimento da língua francesa assume uma importância considerável face à crescente tendência de projetos de construção na zona do Magrebe.

Quais os valores de remuneração praticados?

Tomando como exemplo as funções anteriormente apontadas:  Diretores de Obra (50 mil euros por ano), Project Managers (40 mil euros), Encarregados de Obra (35 mil euros) e Desenhadores Projetistas (25 mil). Tratam-se de valores médios.

Quais as regiões ou países que estão a contratar?

Neste momento, destaca-se África, principalmente a sua zona norte e o Médio Oriente.

Há diferenças nos géneros?

Este é um mercado predominantemente dominado pelo sexo masculino, com a particularidade de existência de oportunidades de trabalho em países cuja cultura impõe algumas especificidades ao o recrutamento de profissionais do sexo feminino.

É possível comparar a situação antes do período da crise e agora?

No período prévio à crise económica verificavam-se inúmeras oportunidades profissionais em projetos de grande escala no mercado da construção nacional, onde os profissionais conseguiam progredir rapidamente na carreira. Aqueles que optavam por abraçar projetos internacionais eram brindados com salários elevados, assumindo posições de gestão de projetos ou de liderança de grandes empreendimentos.

Com a crise, o mercado da construção nacional estagnou, obrigando muitos profissionais a procurar oportunidades fora, nomeadamente nos PALOP's, devido à familiaridade com a língua, ou em países do médio oriente, verificando-se um decréscimo dos salários praticados ao longo dos últimos anos.

Qual a evolução que perspetivam para os 2 a 3 próximos anos?

O mercado Africano tem vindo a tornar-se cada vez menos apetecível para os profissionais Portugueses, devido à crise do petróleo e ao desinvestimento em grandes projetos de construção. O Médio Oriente continuará a ter uma procura acentuada, devido aos elevados salários que continuam a oferecer. Contudo, verificamos uma vontade crescente de regressar ao país natal por parte de muitos profissionais, procurando desafios numa área particular que tem vindo a crescer em Portugal: a reabilitação urbana.

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