Houve um tempo

19 de Abril de 2018

Houve um tempo em que não existiam millenials, geração x, z ou babyboomers. Havia empresas e “trabalhadores”. As empresas procuravam os trabalhadores e vice versa, e assim vivíamos nesta relação simbiótica. Havia carreiras para a vida e o trabalho era a única coisa (aparentemente) certa. Nos últimos anos tudo mudou, o mundo e as organizações ficaram dependentes da informação, num contexto cada vez mais volátil, incerto, complexo e ambíguo (VUCA), onde tudo é de fácil acesso, mais tecnológico, rápido e competitivo. Sobrevive quem se adaptar melhor, for mais rápido, curioso e quem sair da zona de conforto. Recentemente temos assistido a um movimento massivo das empresas em busca das suas pessoas. Os jovens à procura de desafio, que questionam as organizações, que falam do “propósito” e exigem mudanças. Os que negoceiam e têm alternativas, porque o mercado está dinâmico (está?) e há várias ofertas disponíveis. Os que veem cestas de fruta e mesas de matraquilhos uma forma de engagement com a empresa. E aqui onde cabem os séniores? Os que trabalham porque vestem a camisola, os leais, os emocionalmente ligados às organizações que os fizeram crescer (dentro e fora da empresa). Os que trabalham para si e para as suas famílias (porque ter uma família foi em tempos o seu propósito). Os séniores que respondem a ofertas e não são contactados, mesmo sendo mais experientes, mais preparados, que se batem nas organizações para também serem ouvidos e fazerem a mudança, os séniores entre os 35 e os 60, bem longe da idade da reforma em Portugal e que querem as mesmas oportunidades. Num país de moda (e as modas também passam) falamos de falta de talento. Pois eu acho que temos muito talento, mas nem todo é aproveitado, porque infelizmente como em tudo o resto, este país (ainda) não é para velhos.
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